Dúvidas Português Parte 4 - Ortografia - Língua Portuguesa



73. A dúvida é: Vamos estar depositando ou depositaremos seu pagamento hoje à tarde?

A resposta é: Depositaremos seu pagamento hoje à tarde.

Devemos evitar o modismo de usar o gerúndio como ação futura. O gerúndio denota “continuidade de ação”: “Passamos dois dias analisando sua proposta”; “Estamos desenvolvendo um novo projeto para sua empresa”; “Passo horas lendo”.

No caso de “vamos estar depositando”, chego a imaginar que o pagamento vai ser feito em moedinhas, pois passará toda a tarde “depositando”…

O “gerundismo” é mais um vício que se propagou principalmente pelos profissionais que trabalham com teleatendimento. Lá é tudo na base do “Quem deseja?”; “Não se encontra”; “Com certeza”; “Vamos estar providenciando”; “Vou estar retornando”…  

74. A dúvida é: O empregado tinha chego ou chegado atrasado?

A resposta é: O empregado tinha chegado atrasado.

O particípio do verbo chegar é chegado, assim como o particípio de trazer é trazido. A tal história do “ele tinha trago os documentos” é inaceitável. O correto é “ele tinha trazido os documentos”.

“O Tabajara tinha ganho ou tinha ganhado três partidas seguidas”? O Tabajara Futebol Clube ganhar uma partida já é difícil. Que dirá três partidas seguidas! Quanto à língua portuguesa, entretanto, as duas frases são corretas, pois o verbo ganhar apresenta os dois particípios: ganho e ganhado.

75. A dúvida é: Meu avô aposentou ou se aposentou muito cedo?

A resposta é: Meu avô se aposentou muito cedo.

O verbo aposentar-se é pronominal, é um verbo essencialmente reflexivo: a pessoa se aposenta. É o mesmo caso de arrepender-se, esforçar-se, dignar-se e tantos outros. Observe que eu não posso “arrepender alguém” ou “esforçar outra pessoa”. Eu só posso me arrepender ou me esforçar.

No caso do verbo aposentar-se, existe a possibilidade de ser usado sem o pronome reflexivo. É quando você pratica a ação de “aposentar alguma coisa”: “Finalmente o craque aposentou as chuteiras”; “O grande poeta aposentou a caneta”.

É um caso semelhante ao dos verbos casar e casar-se: “Ele se casou com a vizinha”; “O juiz casou os dois ontem mesmo”.

76. A dúvida é: Ela fez de tudo para vim ou vir no meu programa?

A resposta é: Ela fez de tudo para vir no meu programa.

Não devemos confundir a forma verbal vim com o infinitivo vir. Só podemos usar a forma vim, quando o verbo estiver na 1ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo: “Faz mais de vinte anos que eu vim para o Rio de Janeiro”. O pretérito perfeito do indicativo do verbo vir fica assim: eu vim, tu vieste, ele veio, nós viemos, vós viestes, eles vieram.

No português falado no Brasil, é frequente substituirmos a forma simples do futuro do indicativo (= farei, tratará, proporemos, quererão) pela forma composta, que usa o verbo ir como auxiliar (= vou fazer, vai tratar, vamos propor, vão querer). Até aí não há nada de errado. O problema ocorre quando precisamos usar o verbo vir no futuro. Em vez de “eu vou vir”, ouvimos muito um tal de “vou vim”. Assim, não dá! A forma “vou vim” é totalmente inaceitável. Na dúvida, em vez de “eu vou vir”, prefira “eu virei”.


77. A dúvida é: Eles ainda não comporam ou compuseram o samba deste ano?

A resposta é: Eles ainda não compuseram o samba deste ano.

O verbo compor é derivado do verbo pôr. Os verbos derivados devem seguir os verbos primitivos. Assim sendo, se o verbo pôr é irregular, todos os derivados (compor, expor, dispor, repor, antepor, contrapor…) deverão apresentar as mesmas irregularidades do verbo primitivo. Se a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo pôr é “eu ponho”, os derivados ficarão: eu componho, exponho, disponho, reponho, anteponho, contraponho… Se o verbo pôr, na 3ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, fica “eles puseram”, o certo será: eles compuseram, expuseram, repuseram…

O verbo requerer parece ser derivado do verbo querer, mas não é. Requerer não é “querer de novo”. Nos tempos do pretérito, o verbo requerer é regular. Não segue, portanto, as irregularidades do verbo querer. O pretérito perfeito do indicativo do verbo querer é: eu quis, tu quiseste, ele quis, nós quisemos, vós quisestes e eles quiseram. O verbo requerer, por ser regular, fica: eu requeri, tu requereste, ele requereu, nós requeremos, vós requerestes e eles requereram. Isso significa que na frase “o aluno requis isenção de matrícula” o verbo está mal usado. O certo é “o aluno requereu isenção de matrícula”.

78. A dúvida é: O juiz não tinha intervido ou intervindo no caso?

A resposta é: O juiz não tinha intervindo no caso.

O verbo intervir é derivado do verbo vir. Deve, por isso, seguir a conjugação do verbo vir. O verbo vir é o único cuja forma do particípio é igual à do gerúndio: “Ele estava vindo às aulas” (=gerúndio) e “Ele tinha vindo às aulas” (=particípio). Assim sendo, os verbos derivados de vir (advir, convir, provir, intervir…) apresentam a mesma curiosidade: “Ele estava intervindo no caso” (=gerúndio) e “Ele tinha intervindo no caso” (=particípio).

Se o verbo intervir é derivado do vir, deverá seguir a sua conjugação em todos os tempos verbais: eu venho, nós vimos – eu intervenho, nós intervimos (=presente do indicativo); eu vim, nós viemos, ele veio, eles vieram – eu intervim, nós interviemos, ele interveio, eles intervieram (=pretérito perfeito do indicativo); se ele viesse – se ele interviesse (=pretérito imperfeito do subjuntivo); se ele vier – se ele intervier (=futuro do subjuntivo)…




79. A dúvida é: Ele não vai respeitar quem se opor ou opuser?

A resposta é: Ele não vai respeitar quem se opuser.

O verbo OPOR deve ser usado no futuro do subjuntivo, e não no infinitivo. Vejamos outros exemplos: verbo fazer – quem fizer; querer – quem quiser; trazer – quem trouxer; saber – quem souber; dizer – quem disser…

80. A dúvida é: Eles ainda não reaveram ou reouveram o dinheiro roubado?

A resposta é: Eles ainda não reouveram o dinheiro roubado.

Na hora de usar o verbo reaver, sempre surge esta dúvida: é “reaveram” ou “reaviram”? É a famosa dúvida do nada com coisa alguma. O verbo reaver significa “recuperar”, ou seja, é “haver de novo”. É, portanto, derivado do verbo haver. Deve seguir a conjugação do verbo haver. O pretérito perfeito do indicativo do verbo haver é: houve, houveste, houve, houvemos, houvestes e houveram. Assim sendo, o verbo reaver fica: eu reouve, tu reouveste, ele reouve, nós reouvemos, vós reouvestes e eles reouveram.

81. A dúvida é: Neste momento, viemos ou vimos informar-lhes as novas decisões da diretoria?

A resposta é: Neste momento, vimos informar-lhes as novas decisões da diretoria.

Neste momento significa “agora”. Devemos, portanto, usar o verbo vir no presente do indicativo, e não no pretérito perfeito. A forma viemos é do pretérito perfeito do indicativo: eu vim, tu vieste, ele veio, nós viemos, vós viestes e eles vieram. O presente do indicativo do verbo vir é: eu venho, tu vens, ele vem, nós vimos, vós vindes e eles vêm.

A forma vimos pode ser presente do indicativo do verbo vir ou pretérito perfeito do verbo ver: “Vimos, por meio desta, comunicar-lhes as alterações ocorridas no nosso calendário” (vimos = presente indicativo do verbo vir); “Ontem nós vimos o jogo pela televisão” (vimos = pretérito perfeito do indicativo do verbo ver).

82. A dúvida é: Quando corro, eu soo ou suo muito?

A resposta é: Quando corro, eu suo muito.

Não podemos confundir os verbo suar com soar. Suar vem de suor, e soar vem de som. Se você corre muito e produz suor, você sua. Soar é produzir som. Se o corredor prender uma sineta na perna, aí soa. O verbo soar só necessita da terceira pessoa: a campainha soa, os sinos soam. O verbo suar, no presente do indicativo, fica: eu suo, tu suas, ele sua, nós suamos, vós suais, eles suam.


83. A dúvida é: É preciso que você reaveja ou recupere os seus documentos?

A resposta é: É preciso que você recupere os seus documentos.

O verbo reaver não deriva do verbo “ver”, como parece. Reaver é “haver de novo”. Deriva, portanto, do verbo haver. E deve, por isso, seguir o verbo haver. Acontece que o verbo reaver só “existe” nas formas em que o verbo haver apresenta a letra “v”: havemos – reavemos; havia – reavia; houve – reouve; haverá – reaverá; houver – reouver… No presente do indicativo, o verbo haver é: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis e eles hão. Assim sendo, o verbo reaver só tem as 1ª e 2ª pessoas do plural: nós reavemos e vós reaveis. Como o presente do subjuntivo é derivado da 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, a forma “que eu reaveja” não existe. Portanto, temos duas soluções: 1a) trocar o verbo reaver por um sinônimo: “É preciso que você recupere os seus documentos”; 2a) usar uma expressão equivalente: “É preciso que você consiga reaver os seus documentos”.

Outro verbo que merece atenção é “precaver-se”. Parece derivado de “ver”, mas não é. Além disso, é um verbo defectivo, ou seja, apresenta falhas: nos tempos do presente, só tem a 1ª pessoa do plural (nós nos precavemos) e a 2ª pessoa do plural (vós vos precaveis) do presente do indicativo. As chamadas formas rizotônicas (=1ª, 2ª e 3. pessoas do singular e a 3ª pessoa do plural) não existem. O presente do subjuntivo, por ser derivado da 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, não apresenta pessoa alguma. Assim sendo, formas como “eu me precavejo” e “que ele se precavenha” simplesmente não existem. Somos obrigados a usar um verbo sinônimo ou expressão equivalente: “eu tomo cuidado”, “que ele se previna”…


84. A dúvida é: Só acreditarei se a galinha pôr ou puser os ovos?

A resposta é: Só acreditarei se a galinha puser os ovos.

Não devemos confundir o infinitivo (pôr) com a forma do futuro do subjuntivo (puser). As orações condicionais (iniciadas pela conjunção “se”) e temporais (iniciadas pela conjunção “quando”) pedem o verbo no futuro do subjuntivo: se eu puser, quando você fizer, se nós dissermos, quando ele for…

No caso do verbo pôr, é importante lembrar que a regra também se aplica aos derivados: depor, dispor, compor, repor, impor… Assim sendo, o correto é “quando ele depuser na CPI”, “se eu dispuser de tempo”, “quando eles compuserem o samba”, “quando ele repuser o dinheiro”, “se o zagueiro não se impuser em campo”…

85. A dúvida é: Ainda que o caso não é ou seja de emergência, é preciso agir rapidamente?

A resposta é: Ainda que o caso não seja de emergência, é preciso agir rapidamente.

A conjunção concessiva “ainda que” pede o verbo no subjuntivo: “ainda que seja, tenha, faça, diga, vá, venha…” É importante lembrar que o modo subjuntivo indica “suposição, hipótese, desejo…”, e o modo indicativo deve ser usado para o real: “Ele é, tem, faz, diz, vai, vem…”




86. A dúvida é: Se você vir ou vier, eu também virei?
A resposta é: Se você vier, eu também virei.
A conjunção condicional “se” pede o verbo no futuro do subjuntivo. Vir é o infinitivo, e o futuro do subjuntivo do verbo vir é “vier”, portanto, o certo é “se você vier”.



87. A dúvida é: O carioca prefere mais ir à praia do que ou a trabalhar?
A resposta é: O carioca prefere ir à praia a trabalhar.

Primeiro, ninguém prefere menos. Basta preferir. “Preferir mais” é um pleonasmo, do tipo “subir pra cima”, “entrar pra dentro”, “ambos os dois” e outros mais.
E quem prefere PREFERE alguma coisa a outra. O correto é “o carioca prefere ir à praia a trabalhar”.


88. A dúvida é: Devemos obedecer o ou ao regulamento?
A resposta é: Devemos obedecer ao regulamento.

É uma velha dúvida. Muitas vezes, não sabemos se devemos ou não usar a preposição A, se o verbo é transitivo direto ou indireto. Sugiro uma boa consulta aos nossos dicionários. O verbo OBEDECER, por exemplo, é transitivo indireto; o correto, portanto, é “obedecer ao regulamento”.

Para quem faz concursos e a consulta aos dicionários é proibida, sugiro muitos exercícios ou, talvez, uma boa “decoreba”.Veja o perigo: você termina a leitura deste texto, pega um carro e na primeira esquina encontra uma “bela” placa – “OBEDEÇA O SINAL”. Deve ser por isso que ninguém obedece. O certo é “OBEDEÇA AO SINAL”.


89. A dúvida é: O espetáculo agradou o ou ao público que compareceu ao Canecão?
A resposta é: O espetáculo agradou ao público que compareceu ao Canecão.

O verbo AGRADAR, no sentido de “ser agradável, ter agradado, deixar satisfeito…”, é transitivo indireto. A regência exige a preposição A: “O jogo agradou ao torcedor.”

O verbo AGRADAR é transitivo direto (sem preposição) quando usado no sentido de “fazer agrado”. Você, cara leitora, pode “agradar seu namorado” (com carícias ou com um presente).

Observe o perigo da frase “Nós agradamos os nossos clientes ou aos nossos clientes”. Se a ideia é de fazer agrado com brindes e promoções, use “Nós agradamos os nossos clientes”. Se a ideia, entretanto, é a de agradar graças à qualidade dos produtos ou serviços, use “Nós agradamos aos nossos clientes”.

A partir de hoje, portanto, toda secretária tem total consciência da diferença entre “agradar ao chefe” e “agradar o chefe”. Ela decide.


90. A dúvida é: Sua decisão desagradou o ou ao presidente?
A resposta é: Sua decisão desagradou ao presidente.

Os verbos agradar e desagradar são transitivos indiretos. Isso significa que o uso da preposição “a” é obrigatório: “O espetáculo agradou ao público”; “O jogo agradou aos torcedores”; “A peça agradou à plateia”; “Isto tudo desagrada aos dirigentes”; “Sua resposta desagradou à diretoria”…


91. A dúvida é: Falava da nomeação de Otávio Guedes como ou para subsecretário?
A resposta é: Falava da nomeação de Otávio Guedes para subsecretário.

O uso das preposições sempre requer cuidados especiais. Ninguém é nomeado “como”. Toda pessoa é nomeada “para” alguma coisa. É importante lembrar que “como” não é preposição. No caso de nomear ou indicar, fica clara a ideia de “finalidade”, por isso a preposição indicada é “para”: “Ele foi nomeado para subsecretário” e “Ela foi indicada para gerente”.

92. A dúvida é: Ela lembrava as ou das festas com muito carinho?
A resposta é: Ela lembrava as festas com muito carinho OU Ela se lembrava das festas com muito carinho.

Nós temos duas opções: lembrar ou lembrar-se. A diferença é a regência. Lembrar é um verbo transitivo direto: “Ela lembrava as datas com carinho”; Lembrar-se (a forma pronominal) é transitivo indireto: “Ela se lembrava das festas“. Em outras palavras: se você lembra, lembra alguma coisa (=objeto direto); se você se lembra, lembra-se de alguma coisa (=objeto indireto).

O mesmo caso acontece com o verbo esquecer. Você pode esquecer alguma coisa ou esquecer-se de alguma coisa: “Ele esqueceu os documentos” ou “Ele se esqueceu dos documentos“.

No caso do verbo precisar, temos um problema diferente. Precisar de (=transitivo indireto) é sinônimo de “necessitar”; precisar (=transitivo direto) significa “ser preciso, determinar, marcar, fixar”. É importante que fique bem clara a diferença: 1. “Ele não precisava da quantia que lhe foi emprestada”, ou seja, ele não necessitava do dinheiro; 2. “Ele não precisava a quantia a ser emprestada”, isto é, ele não determinava a quantia a ser emprestada, ou seja, não definia o valor da quantia.

93. A dúvida é: Ele torce muito pelo ou para o Flamengo?
A resposta é: Ele torce muito pelo Flamengo.

Certo mesmo ele estaria se torcesse pelo Fluminense ou pelo Internacional. O importante é que você saiba que não se torce “para”. Sempre torcemos “por” alguma coisa.

Outro erro que ouvimos frequentemente no meio esportivo é o tal de “o torneio será decidido no saldo de gols”. O correto é decidir o torneio pelo saldo de gols. É importante lembrar também que se vence, perde ou empata “por” qualquer placar. O correto, portanto, é dizer que “venceu por três a zero”, “perdeu por dois a um” e “empataram por zero a zero”.




94. A dúvida é: O deputado acha de que ou que estas medidas não são necessárias?
A resposta é: O deputado acha que estas medidas não são necessárias.
Quem acha sempre acha alguma coisa, ou seja, o verbo achar é transitivo direto. Isso significa que a preposição “de” é totalmente desnecessária.
O mesmo vale para “eu penso que” (e não “eu penso de que”), “nós julgamos que” (e não “nós julgamos de que”).
No caso de “o Fluminense chegou à vitória que tanto precisava”, temos o problema ao contrário. Agora está faltando a preposição “de”, pois quem precisa (=necessitar) sempre precisa “de” alguma coisa. Assim sendo, o correto é “o Fluminense chegou à vitória de que tanto precisava”. O mesmo ocorre com o verbo gostar. O certo é “Esta é a música de que o povo gosta”, e não “a música que o povo gosta”.

95. A dúvida é: Ele tem muito respeito pelo ou para com o adversário?
A resposta é: Ele tem muito respeito pelo adversário.
Usar uma preposição já exige cuidados, que dirá usar duas!!! Quem tem respeito tem respeito por alguém ou por alguma coisa. Em geral, a combinação “para com” é desnecessária e pedante: “Ele não teve consideração para com Itamar”. Basta: “Ele não teve consideração com Itamar”.
Exemplo semelhante é a tal história de “chutar por sobre a trave”. Ou “chutou sobre a trave” ou “por cima da trave”.

96. A dúvida é: O técnico da seleção só falou após ao ou após o jogo?
A resposta é: O técnico da seleção só falou após o jogo.
A presença da preposição após dispensa a preposição a. É bom lembrar que ao é a combinação da preposição a com o artigo definido o. Não há necessidade de usarmos duas preposições juntas. Outro exemplo errado é “estava perante ao juiz”. O correto é dizer “perante o juiz”.

97. A dúvida é: Uma multidão assistiu ao ou o desfile de todas as escolas?
A resposta é: Uma multidão assistiu ao desfile de todas as escolas.
O verbo assistir, no sentido de “ver, presenciar”, é transitivo indireto. Isso significa que o uso da preposição “a” é obrigatório. Se você assiste (=ver), assiste a alguma coisa. A confusão se deve ao verbo ver, que é transitivo direto. Você vê o desfile, mas assiste ao desfile. Outro motivo que pode causar confusão é o fato de o verbo assistir ser transitivo direto quando usado no sentido de “prestar assistência, ajudar, auxiliar”: “O médico assiste o paciente”; “O advogado assiste o cliente”.

98. A dúvida é: Todos anseiam pela chegada do produto no ou ao mercado?
A resposta é: Todos anseiam pela chegada do produto ao mercado.
Toda chegada sempre se dá “a algum lugar”, e não “em algum lugar”, como se diz coloquialmente. Portanto, em textos formais, devemos dizer que “tudo aconteceu após sua chegada ao Brasil”, e não “após sua chegada no Brasil”.
Segundo o rigor da gramática tradicional, essa regra vale para os verbos que indiquem movimento: chegar, ir, retornar, dirigir-se… Assim sendo, deveríamos dizer: “O advogado ainda não chegou ao escritório”; “Ela não vai mais à sua casa”; “Ele certamente retornará ao lar”.

99. A dúvida é: Andou através ou através de campos e florestas?
A resposta é: Andou através de campos e florestas.
A locução prepositiva é através de. Assim sendo não devemos usar através sem a preposição de a seguir.
Na sua origem, através de apresenta a ideia de atravessar: “através dos campos”, “através dos séculos”. Hoje em dia, porém, a locução através de é muito usada com o sentido de “por meio de, por intermédio de”: “Recebeu a notícia através da internet”; “O gol da vitória foi marcado através de Ronaldinho”. Há quem aceite, há quem condene. Se você preferir, pode perfeitamente substituir através de pela preposição por: “Recebeu a notícia pela internet”; “O gol da vitória foi marcado por Ronaldinho”.

100. A dúvida é: Foram levá-lo em ou a domicílio?
A resposta é: Foram levá-lo a domicílio.
Se você leva, leva alguma coisa (=objeto direto) a algum lugar (=adjunto adverbial de lugar). Ninguém leva alguma coisa “em algum lugar”. LEVAR é um verbo que denota “movimento”: ir a algum lugar, chegar a algum lugar, dirigir-se a algum lugar, levar alguém a algum lugar…
Não devemos confundir “levar alguém a algum lugar” com “entregar alguma coisa a alguém em algum lugar”: “Foram entregar o presente (=objeto direto) aos noivos (=objeto indireto) em domicílio (=adjunto adverbial de lugar). Toda entrega é feita “em” algum lugar: “Fazemos entregas em casa”; “Neste hotel, as entregas devem ser feitas na recepção. Não fazemos entregas no quarto do hóspede”; “Nosso restaurante oferece entregas no seu escritório”. Assim sendo, o mais coerente é “entregas em domicílio”.

101. A dúvida é: Estamos à ou a disposição para mais esclarecimentos?
A resposta é: Estamos à disposição para mais esclarecimentos.
O acento grave indicativo da crase se faz necessário porque temos a preposição “a” mais o artigo definido “a”, que antecede o substantivo feminino disposição. A prova de que ocorre a crase (a+a=à) é que, se fosse um substantivo masculino, teríamos “ao” (a+o): “Estamos ao dispor para mais esclarecimentos”.
O acento da crase se tornaria facultativo se, antes do substantivo feminino, houvesse um pronome possessivo: “Estamos a sua disposição ou à sua disposição”. A novidade, para quem não sabe, é que o uso de artigos definidos antes de pronomes possessivos é facultativo, podemos usar ou não: “Este é meu carro” ou “Este é o meu carro”; “Estamos a seu dispor” ou “Estamos ao seu dispor”.




102. A dúvida é: Ele chegou à ou a Brasília?
A resposta é: Ele chegou a Brasília.
Primeiro, é bom lembrar que o caso mais comum de crase é a fusão da preposição “a” com o artigo definido feminino “a”. Quando ocorre essa fusão (=crase), devemos pôr o acento grave (`) indicativo da crase sobre a vogal “a” (= à). No caso do verbo chegar, não há dúvida quanto à presença da preposição “a”, pois quem chega sempre chega “a” algum lugar. A dúvida é o segundo “a”: se existe ou não o artigo “a”. Aqui a dificuldade é saber se o nome do lugar (=país, estado, cidade, vilarejo, bairro…) é usado com ou sem artigo. Por exemplo: nós falamos “São Paulo” (=sem artigo), “O Rio de Janeiro” (=com artigo masculino “o”) e “A Bahia” (=com artigo feminino “a”). Isso significa que “nós chegamos a São Paulo” (=não há crase, porque não existe artigo), “nós chegamos ao Rio de Janeiro” (ao = preposição “a” + artigo masculino “o”) e “nós chegamos à Bahia” (=com acento indicativo da crase, porque existe o artigo feminino “a” antes da Bahia). No caso de Brasília, não ocorre a crase porque não há artigo definido feminino “a” antes de Brasília.

Em caso de dúvida, se há ou não o artigo “a”, podemos usar o seguinte “macete”: 1. Se você “volta da” (=preposição “de” + artigo “a”), é porque existe o artigo. Isso significa que você “vai à”; 2. Se você “volta de” (= só preposição “de”), é porque não existe artigo antes do nome do lugar. Isso significa “crase impossível”, ou seja, “vai a”. Vamos testar: 1. Você volta da Bahia, então “vai à Bahia”; 2. Você volta de Brasília, então “vai a Brasília”.

O “macete” é tão bom que ele é capaz de evitar que você caia em “armadilhas” de concursos. Por exemplo: “Você vai a Porto Alegre” (=sem crase), porque “você volta de Porto Alegre”; mas “você terá de ir à bela Porto Alegre” (=com crase), porque “você volta da bela Porto Alegre”. “Você vai a Paris”, porque “você volta de Paris”; mas “vai à Paris dos seus sonhos”, porque “volta da Paris dos seus sonhos”.

103. A dúvida é: A nossa reivindicação é igual a ou à dos aposentados?
A resposta é: A nossa reivindicação é igual à dos aposentados.
Devemos usar o acento grave indicativo da crase sempre que ocorre a fusão de duas vogais iguais. O caso mais conhecido é o da contração da preposição “a” com o artigo definido “a”. Entretanto é possível que o segundo “a” seja um pronome demonstrativo, como é o caso do exemplo acima. Temos a preposição “a” exigida pela regência do adjetivo igual (tudo que é igual é igual a alguma coisa) e o pronome “a”, que está substituindo o substantivo reivindicação: “A nossa reivindicação é igual à reivindicação dos aposentados”. A maior prova de que temos duas vogais iguais (a+a=à) é que, se fosse um substantivo masculino, ficaria “ao”: “O nosso pedido é igual ao dos aposentados”.

104. A dúvida é: O jurista estava referindo-se a ou à leis?
A resposta é: O jurista estava referindo-se a leis.
Não devemos usar o acento grave indicativo da crase por um motivo muito simples: neste caso encontramos apenas a preposição “a”. Não há o artigo definido. Se houvesse, deveria estar no plural concordando com “leis”: “…referindo-se às leis”. Podemos, a partir disso, tirar uma conclusão: jamais ocorrerá crase antes de substantivo plural se o “a” estiver no singular: “Tráfego proibido a motocicletas”; “A reunião será a portas fechadas”; “Não dê ouvidos a reclamações infantis”; “Ele não se referia a mulheres, e sim a crianças”…

“Fazer referência a leis” e “fazer referência às leis” são bem diferentes. No primeiro caso, a referência está sendo feita a leis em geral, ou seja, não há crase porque não há artigo para definir as leis: referência a (preposição) leis (sem artigo definido = leis em geral). No segundo exemplo, a referência é feita a determinadas leis. Ocorre a crase porque temos, além da preposição “a”, o artigo definido feminino antes do substantivo “leis”: referência às leis = referência a (preposição) as leis (com artigo definido = determinadas leis).

105. A dúvida é: Ele chegou a ou à 1h da madrugada?
A resposta é: Ele chegou à 1h da madrugada.
Devemos usar o acento grave indicativo da crase nas locuções adverbiais femininas: à toa, às claras, à força (de modo); à direita, à frente, à distância (de lugar); à tarde, às vezes, à última hora (de tempo). No caso de “à 1h da madrugada”, temos um adjunto adverbial de tempo. Isso significa que devemos usar o acento da crase em todas as horas: “A reunião começará às 14h”; “A aula só termina às 10h”; “Ela só chegará à meia-noite”.

“Ela chegou à 1h” é diferente de “ela chegou a uma hora qualquer”. Nesse caso, não ocorre a crase, pois temos apenas a preposição “a”. Em “uma hora qualquer”, há artigo indefinido (uma). Aqui não estamos definindo a hora da chegada. Não havendo o artigo definido “a”, não há crase. E não devemos confundir “ela chegou à 1h” com “ela chegou há uma hora”. Agora, a forma verbal “há” indica que “faz” uma hora que ela chegou.

106. A dúvida é: Ela está aqui desde às ou as 10h?
A resposta é: Ela está aqui desde as 10h.
A presença da preposição “desde” significa que não há a preposição “a”, logo não ocorre crase. Temos apenas o artigo definido “as”. Após uma preposição não há crase: “Após as 18h, as nossas portas estarão fechadas”; “A reunião ficou para as 16h”; “Ele teve de comparecer perante a justiça”.

No caso da preposição “até”, temos um caso facultativo: “Ele ficará aqui até as 18h ou até às 18h”. No caso da locução prepositiva “a partir de”, não há crase: “a reunião começará às 18h”, mas “a reunião começará a partir das 18h”.




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Automação Babilônia Badminton Balonismo Barack Obama Barão de Mauá Barão do Rio Branco Basquetebol Beisebol Benito Mussolini Benjamin Constant Bilhete Biodiversidade Biogeografia Biologia molecular Boxe Brasil - Eleições 2006 CEI – Comunidade dos Estados Independentes CLIMA Cabo de Guerra Caminhada Cana-de-açúcar Capoeira Caratê Caricom Carlos Chagas Carlos Drummond de Andrade Carta Argumentativa Carta comercial Carta de Reclamação Carta de informação Carta de solicitação Carta do leitor Cartaginês Cartão-postal Carvão mineral Casal Castro Alves Celta Charles Chaplin Chico Buarque de Holanda Chinesa - Civilizações Ciclismo Circunferência Clarice Lispector Classificação dos blocos econômicos Claude Debussy Comemoração em outros Países Comparativo entre C e java Comunidade Britânica Comunidade Sul-Americana de Nações Conceito Conceitos Concretismo Consciência Convite Copa 2014 Coreia do Norte e a Coreia do Sul Corrida Crise na Tunísia Cruzadas Crítica DEFENSIVOS AGRÍCOLAS DENSIDADE DESENHO DESMATAMENTO DESTAQUES NO MUNDO DOMESTICAÇÃO Dança Data Comemorativa Data Mining Data Warehouse Decreto nº 7.508 Descrição Desflorestamento Desrespeito com o professor Dia das Mães Dia do Descobrimento do Brasil - 22 de Abril Dicionário Web Direito Administrativo Dom Pedro I Duque de Caxias E-mail ESPÉCIES EM EXTINÇÃO EXPRESSIONISMO Educação no Brasil Educação nota 10 Egípcia Eleição de Dilma Rousseff Energia Solar Enunciação e contexto Escalada Escultura Esgrima Esporte Estrangeirismo Estrangeirismos Estudar é para os fortes Estudo da Circunferência Euclides Evolução da Tecnologia da Informação Exemplos de Textos do Cotidiano Expedições medievais realizadas em nome de Deus FIES FOTOSSÍNTESE Falsos Sinônimos Falta de Vagas Fauna Fenícia Feriados Feudalismo Figuras de estilo Filogenia Filogeografia Filosofia Fisiologia Flora Fly Fishing Formação de blocos econômicos Força de Floriano Fracasso da Alca Francesa Frases em imagens Frescobol Futebol americano Futurismo Fórmula 1 G 20 Financeiro GEO1M1 GEO2M2 Geometria Euclidiana Germânica Geógrafo Geólogo Ginástica Artística Ginástica de trampolim Globalização Glossário Web Golfe Golfo Pérsico Gonçalves Dias Governo x Educação Graciliano Ramos Grafite Grega Grego Grigori Perelman Guerra Guerra Civil Americana Guerra de Secessão Guia Prático Gêneros textuais argumentativos Gêneros textuais do cotidiano Gêneros textuais do universo jornalístico HISTiatÓRIA DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA DA ARTE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃ Heitor Villa-Lobos Hidroginástica História do Futebol História em quadrinhos Homero Homo sapiens Homônimas e Parônimas Hóquei IMPRESSIONISMO Idade Antiga Idade Contemporânea Idade Moderna Importância da mulher na sociedade Inca Indiana Indigena Individualismo Industrialização da China Industrialização e Urbanização Indígena no Brasil Indígenas Inglesa Inglês Ingresso Tardio Inscrições Integração da Venezuela ao Mercosul James Watt Japonesa Jet Ski Jiu Jitsu Jogo de Queimada Jogos Olímpicos Pequim 2008 John Fitzgerald Kennedy José de Alencar Judô Karl Marx Kung-Fu Lima Barreto Linguagem e comunicação Localização do Golfo Pérsico Luiz Gonzaga MEIO AMBIENTE MIGRAÇÕES ANIMAIS MMA Mixed Martial Arts Madeira Mahatma Gandhi Maia Mamíferos Manguezal Medicina Memórias de Computadores Mercosul Mercosul: Países Integrantes Mercúrio (planeta) Mergulho Mesóclise Minas Gerais Missão Científica Espacial Brasileira Mix Útil Modelos de Processadores Modismos Monarquia Monteiro Lobato Moralismo Morfologia Mundo Summary Musculação Médicos Nado Sincronizado Natação Neologismo Neologismos O milênio da mulher O que é Educação Física? 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