DOMESTICAÇÃO - Biologia - Trabalho Escolar



DOMESTICAÇÃO

Os animais domesticados pelo homem foram de grande ajuda para construir a civilização, quer como alimento ou como veículo de carga, transporte ou tração para arar a terra.
Domesticação é o processo pelo qual o homem consegue que certas espécies animais se adaptem a sua convivência para desempenhar alguma função útil. Essa prática, relação bilateral que impõe ao homem a obrigação de cuidar de seus animais, só é possível quando as espécies em questão mostram certa predisposição ou tendência ao amansamento e toleram, em alguma medida, a presença humana. Da mesma forma o homem deve conhecer com detalhes o comportamento, as necessidades e as características do animal que deseja domesticar e as técnicas para conseguir a domesticação, que variam segundo a espécie e até entre animais de mesma espécie.
Todos os animais superiores, particularmente mamíferos e aves, podem em princípio ser domesticados. O número de espécies efetivamente domesticadas, no entanto, é de pouco mais de cem espécies. A maior parte deles pertence a apenas dois grupos: o dos mamíferos artiodáctilos e o das aves galináceas. Entre os insetos, só foram domesticados o bicho-da-seda, a abelha, as cochonilhas do carmim e da laca e a drosófila ou mosca-do-vinagre. Dos moluscos, a ostra comestível, o caracol comestível, a púrpura e a ostra perlífera. Dos anfíbios, a rã. Algumas espécies selvagens estão em vias de domesticação, como o alce, o antílope, o rato almiscareiro, a chinchila, o visom e a raposa prateada.
Entregues à própria sorte, animais domesticados podem reverter ao estado selvagem, como a hiena e o chacal, no Egito, e rebanhos de gado bovino abandonados nas regiões do Brasil central: é o chamado boi bagual, de grande ferocidade, que exige muito trabalho para retornar ao rebanho. Existem também exemplos de animais que, em liberdade, morrem por incapacidade de encontrar meios de subsistência.
A domesticação é um processo lento e profundo que leva à modificação das espécies, não só no que diz respeito ao comportamento, mas também à morfologia e à fisiologia. Significa a posse não apenas do indivíduo, mas da raça, que passa a procriar em cativeiro. Por isso, a domesticação não pode confundir-se com outras práticas, como o aprisionamento, amansamento, doma e adestramento.



Outras práticas. No aprisionamento, o homem mantém os animais em cativeiros, jaulas ou jardins zoológicos, onde procura reproduzir com a maior fidelidade possível o habitat natural dos cativos. O animal vive e procria em relativa liberdade, acostuma-se à presença do homem, mas não se domestica. Com o tempo, alguns animais aprisionados chegam à domesticação, como o coelho, preá, pombo e certas aves canoras ou de abate. O aprisionamento pode ser ainda uma etapa da domesticação, como é o caso da rena.
No amansamento, o homem procura aclimatar espécies submissas de animais, sem mantê-las obrigatoriamente em cativeiro, para acostumá-las a seu domínio, extinguir a tendência à fuga e assegurar-lhes a sobrevivência e a reprodução. Quando esse tipo de relação ocorre com animais bravios, o procedimento empregado é a doma. No adestramento, o homem passa a ensinar o animal a reagir a determinados estímulos diferentes daquelas a que se habituou. Condiciona-o ainda ao exercício de atividades estranhas a sua própria experiência natural. Exemplo típico é o do adestramento de ursos e focas em circo.
Nada impede que animais domesticados sejam também amestrados. A briga de galos era comum na China, Grécia, Roma e em Bali. A de elefantes, búfalos e carneiros, na Índia. O cão, animal de estimação, doméstico e caseiro, pode ser treinado para diversas tarefas: caçar, puxar trenós, guardar rebanhos, casa e crianças, guiar cegos, defender o dono, salvar afogados, recolher pessoas perdidas na neve, trabalhar em circo e disputar corridas. Na guerra, a servir como estafeta, sentinela, porta-munições, auxiliar sanitário e localizador de minas. Em atividade policial, a farejar contrabando e tóxico nas alfândegas, rastrear malfeitores e imobilizar ladrões.
O adestramento é feito por condicionamento. Para ensinar um cão a deitar em obediência a uma ordem, por exemplo, o treinador começa por pressionar as costas do animal ao mesmo tempo em que diz: "deite-se!". Após a repetição reiterada do ato, torna-se desnecessária a pressão física. O cão passa a deitar-se ao receber a ordem verbal. No adestramento de animais de circo, as reações básicas essenciais são obtidas pela apresentação de um estímulo que provoca reações condicionadas. Para que o animal execute ações mais complexas são necessárias técnicas especiais que destacam cada ato da série a ser cumprida. Eliminam-se ainda as reações que poderiam atrapalhar o desempenho do animal.
Quanto mais complexo for o cérebro do animal, maior sua capacidade de adestramento. Uma vez determinado o potencial de apreensão de novos padrões de comportamento, estabelecem-se princípios de adestramento que serão utilizados nos programas de treinamento. Os cavalos de corrida são treinados para aumentar a velocidade. O ensino do pombo-correio baseia-se em seu instinto natural de voltar ao pombal e em sua excelente capacidade de orientação. Em relação aos animais selvagens adestrados para fins de exibição, o treinador estabelece um sistema de prêmios e castigos, que provoca as reações condicionadas.


Origens e características da domesticação. A convivência do homem com animais iniciou-se em tempos pré-históricos, provavelmente no neolítico, há cerca de dez mil anos. Em alguns casos, esse vínculo pode ser até anterior. Certos animais -- ovelha, vaca, cabra -- começaram a ser domesticados no Oriente e outros, como as aves domésticas, o cão e provavelmente o porco, em diversas regiões do sul e leste da Ásia. Nas estepes russas, há milênios o cavalo foi utilizado como alimento, depois como montaria, fato considerado um dos marcos do progresso da humanidade.
Acredita-se que o cão tenha sido o primeiro animal a ser domesticado, seguido do carneiro, cabra, porco, burro, cavalo e camelo. O carneiro é, porém, o mais antigo animal de cuja domesticação existe prova arqueológica. O camelo foi domesticado em alguma região do Turquestão ou da Pérsia, em épocas remotas cuja cronologia se desconhece. Antiga também foi a utilização de outros animais como a galinha, o jumento e o gato.
Com a domesticação, após algumas gerações, quase tudo no animal se modifica: porte, sentidos, desenvolvimento da musculatura e da calcificação dos ossos, cor dos olhos, velocidade da marcha, vôo ou carreira e até qualidade e cor da pelagem ou plumagem. A alimentação, a higiene, a saúde, o controle do acasalamento e da cria e a disciplina de vida são as causas principais das modificações raciais após a domesticação. Entre os coelhos, por exemplo, a domesticação pode produzir exemplares com orelhas muito longas e entre as ovelhas, caudas compridas e pesadas.
A principal conseqüência da domesticação sobre o comportamento animal é a nítida mudança em suas características biológicas ligadas à sazonalidade. Os ancestrais selvagens de animais domesticados se caracterizam pela reprodução e pela mudança de pele ou pelagem rigidamente periódicas. Muitas espécies domesticadas, pelo contrário, passam a reproduzir-se em qualquer época do ano e perdem a propriedade de mudar de pele.
A natureza tem, na verdade, uma reserva oculta de tipos e formas de toda população animal ou vegetal, que só se manifesta quando afloram caracteres recessivos. O mecanismo genético que faz com que as características determinadas por genes recessivos apareçam é responsável tembém pelas mudanças advindas da domesticação de espécies. A mutação genética provocada pela intervenção humana denomina-se seleção artificial e desempenha papel fundamental na formação das novas raças. A seleção artificial desequilibra os sistemas biológicos estáveis que determinam a reprodução do fenótipo selvagem e cria combinações de genes que, freqüentemente, não sobrevivem em estado natural.


Animais de estimação. São inumeráveis os animais que o homem elege para ter a seu lado, sem nenhuma prestação de serviço além da companhia e afeto. O cão é o primeiro e seu mais próximo amigo, mas também participam do convívio humano gatos, papagaios, aves canoras, periquitos, peixes de aquário, coelhos, camundongos albinos, cobaias, macaquinhos, cacatuas e até mesmo carneiro, cabra, burro, vaca, camelo e elefante. Os animais pequenos e dóceis são os mais indicados para conviver com as crianças e podem desempenhar papel positivo na afetividade e formação da personalidade infantil.
Além dos animais de estimação universais há os regionais, como o urso coala, na Austrália, a doninha, nos Estados Unidos, o babuíno e o chimpanzé, em muitos países. No Brasil, país de fauna tropical e subtropical rica e variada, os exemplos são muitos: entre as aves, mulata, ema, tucano, araçari, atobá, calau, pavãozinho-do-pará, seriema, mergulhão e poupa; entre os mamíferos, cangambá, criceto, irara, mico ou sagüi, mocó, suçuarana e lontra; entre os répteis, cágado, tartaruga, tracajá e jabuti.

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